A rapaziada que se divertiu a torturar e a matar um transexual do Porto foi condenada a 11 e 13 meses de internamento num "estabelecimento". A descrição do crime colectivo foi elucidativa. Ao longo de vários dias foram ter com o toxicodependente, batendo-lhe primeiro, porque tinham curiosidade "em ver um gajo com mamas" depois voltaram a agredi-lo com gravidade. Regressaram ainda para lhe atirar com barrotes de madeira para cima e como ele estava inanimado, atiraram-no para um poço, juntando-lhe os barrotes para ter a certeza de que se afogaria. "Uma brincadeira de mau-gosto", na opinião benevolente dos juizes. Julgo que se refeririam ao gosto da água estagnada a entrar nas narinas, boca e pulmões da vítima ferida, até que a morte por asfixia sobreveio.
A mãe de um dos meninos vai recorrer da sentença. "Muito pesada".

Jorge Miguel Gonçalves (foto) in Público
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